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...
Dileto e respeitável público!
Nobres senhores!
E belas damas!
Espeitos, prandos!
Todos nós somos prisioneiros dos sonhos.
Só em breve começa o inquérito.
Diga a palavra, cada ação, cada pensamento me será prestando conta.
Eu só queria embaralhar os reis, os peões e as damas num jogo literário.
Uma epopeia de imagens de sonhos sangrentas e poéticas.
Mas o rei sertanejo de paus e espadas era meu desavô.
E algum anjo ou demônio soprava no meu ouvido que minha herança e o meu destino de ser rei do Brasil era real.
Então, vô, eu disse que seja a vida um jogo de acasos.
Que Deus dê as cartas e o diabo grite seu bluff.
Eu reponto, retruco e re...
Santo, santo guerreiro, flechado por seus companheiros a manto do rei Tirano.
Salva o meu filho da peste.
Salva-lhe do desengano.
E prometo que ele e os frutos dele por todos os futuros anos
Carregarão vosso santo nome, Sebastião.
As coincidências criam as lendas.
Dizem que depois dessa promessa feita no século XVI,
todo Garcia Barreto, homem que não recebeu o nome de Sebastião, morreu de peste.
E todo que teve Sebastião no nome morreu crivado de flechas,
tal e qual São Sebastião.
Mas isso é crendice, que não tem mais sentido em nosso século XX.
O século da ciência, do progresso, das grandes revoluções sociais.
Ainda bem que o meu nome não é Sebastião.
Sou Pedro Diniz Quaderna.
E sou o Garcia Barreto somente pela metade, por parte de minha mãe.
Pois eu diga e não nego, nunca neguei a ninguém.
Sou o Garcia Barreto Porinteiro, mas não creio nisso.
E eu tenho orgulho do meu pai, Dom Pedro Sebastião.
E principalmente, principalmente da minha mãe.
Muito bem, meus alunos.
Boa tarde, minha dama e senhora.
Queira avisar a Dom Pedro Sebastião Garcia Barreto que Samuel Van Der Nys, intelectual
e fidalgo dos Enxenhos do Recife, pede licença para lhe falar.
em 1578, aportou em Olinda o misterioso e jovem Fidalgo,
Dom Sebastião Barreto, que é a origem de sua família.
Esse Fidalgo era o próprio rei Dom Sebastião,
que escapara a morte na batalha contra os mouros e vier ao Brasil.
Disposto a recuperar aqui, numa nova fase de acesso guerreiro e mística, sua honra de
soldado e rei.
Resolvi dedicar parte de minha vida sobre esta que, afirmo, é a mais bela e heráldica
A legenda familiar do Nordeste, a família Garcia Barreto.
A cultura foi essa que os portugueses e espanhóis nos trouxeram.
A cultura renascentista na Europa em decadência.
A supremacia da raça branca e o culto da propriedade privada.
O senhor dá licença de eu continuar a minha aula?
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...
Dileto e respeitável público!
Nobres senhores!
E belas damas!
Espeitos, prandos!
Todos nós somos prisioneiros dos sonhos.
Só em breve começa o inquérito.
Diga a palavra, cada ação, cada pensamento me será prestando conta.
Eu só queria embaralhar os reis, os peões e as damas num jogo literário.
Uma epopeia de imagens de sonhos sangrentas e poéticas.
Mas o rei sertanejo de paus e espadas era meu desavô.
E algum anjo ou demônio soprava no meu ouvido que minha herança e o meu destino de ser rei do Brasil era real.
Então, vô, eu disse que seja a vida um jogo de acasos.
Que Deus dê as cartas e o diabo grite seu bluff.
Eu reponto, retruco e re...
Santo, santo guerreiro, flechado por seus companheiros a manto do rei Tirano.
Salva o meu filho da peste.
Salva-lhe do desengano.
E prometo que ele e os frutos dele por todos os futuros anos
Carregarão vosso santo nome, Sebastião.
As coincidências criam as lendas.
Dizem que depois dessa promessa feita no século XVI,
todo Garcia Barreto, homem que não recebeu o nome de Sebastião, morreu de peste.
E todo que teve Sebastião no nome morreu crivado de flechas,
tal e qual São Sebastião.
Mas isso é crendice, que não tem mais sentido em nosso século XX.
O século da ciência, do progresso, das grandes revoluções sociais.
Ainda bem que o meu nome não é Sebastião.
Sou Pedro Diniz Quaderna.
E sou o Garcia Barreto somente pela metade, por parte de minha mãe.
Pois eu diga e não nego, nunca neguei a ninguém.
Sou o Garcia Barreto Porinteiro, mas não creio nisso.
E eu tenho orgulho do meu pai, Dom Pedro Sebastião.
E principalmente, principalmente da minha mãe.
Muito bem, meus alunos.
Boa tarde, minha dama e senhora.
Queira avisar a Dom Pedro Sebastião Garcia Barreto que Samuel Van Der Nys, intelectual
e fidalgo dos Enxenhos do Recife, pede licença para lhe falar.
em 1578, aportou em Olinda o misterioso e jovem Fidalgo,
Dom Sebastião Barreto, que é a origem de sua família.
Esse Fidalgo era o próprio rei Dom Sebastião,
que escapara a morte na batalha contra os mouros e vier ao Brasil.
Disposto a recuperar aqui, numa nova fase de acesso guerreiro e mística, sua honra de
soldado e rei.
Resolvi dedicar parte de minha vida sobre esta que, afirmo, é a mais bela e heráldica
A legenda familiar do Nordeste, a família Garcia Barreto.
A cultura foi essa que os portugueses e espanhóis nos trouxeram.
A cultura renascentista na Europa em decadência.
A supremacia da raça branca e o culto da propriedade privada.
O senhor dá licença de eu continuar a minha aula?